Espero estar de facto vivo quando tiver de morrer

(Winnicott, 1896 - 1971)

 

 

Um longo caminho é percorrido pela humanidade que pode ser resumido pela relação do bebé com o objecto.

Numa primeira fase ambos se confundem, para depois o objecto passar a ser mágico mas diferenciado e ainda muito dependente de um vai e vem baseado na confiança existente no cuidador. Para numa última fase imaginar criar e viver cultura.

Parece simples mas não o é! Neste pequeno mas importante caminho o self desenvolve-se, e o seu produto o homem cultural alimenta a infinita imaginação e produção da humanidade.

Na psicoterapia tem que necessariamente se soltar a comunicação, de forma a incendiar a imaginação que parte da subjectividade do eu para a objectividade da partilha.

Vários cenários podem ser testados, mas nenhum se comparará com a vida que terá de ser vivida pela força da partilha embebida na cultura.