Semeia um pensamento e colherás um desejo

semeia um desejo e colherás a acção

semeia a acção e colherás um hábito

semeia o hábito e colherás o carácter.

 

(Tihamer Toth)

A estrada bem como a maior parte do espaço físico que um ser humano ocupa é algo que tem de ser partilhado.

É um espaço onde encontramos uma das maiores variedades de intervenção e utilização.

Verificamos isso na quantidade de veículos diferenciados que nela circulam.

Na heterogeneidade de personalidades, motivação e experiência de condução dos condutores.

Na diferença de idades e faculdades físicas dos peões.

Na diferença de sinalização, sua aplicação e funcionalidade pretendida mas nem sempre conseguida.

Diferenças de piso logo de atrito, largura, inclinação e outros factores inerentes à via.

Diferenças ambientais, climatéricas muitas vezes bruscas.

Interferências sobre a recolha de informação que vão impedir que esta chegue de forma simples e conclusiva cumprindo com a sua função no acto de conduzir, bem como a percepção individual de cada um sobre essa informação.

Estes e outros factores são demasiado importantes para que os possamos esquecer constantemente ou pior, desvaloriza-los ou simplesmente ignorá-los.

Mas se isto já pode ser uma mistura explosiva, podemos piorar em muito pelo simples facto de não nos aperceber-mos que estas dificuldades são partilhadas por todos, embora cada um as sinta de forma diferente, reagindo assim também de forma diferente.

Fazer do acto de conduzir e de toda a sua insolvência um acto solitário, tanto no prazer como na insatisfação é o início do problema que só nos trás a satisfação de sermos vitimas eternas, afastando assim de nós a culpa que sentimos pela nossa incapacidade de reconhecer que estamos mal, e este mal advêm de não conseguirmos iniciar a mudança em nós!

Se o acto de conduzir solitário é o princípio do problema, este não terá fim enquanto continuar-mos a vestir pele de lobo na estrada e de cordeiro na crítica ao outro.

Que tal fazermos parte da solução deste problema? Combatendo as causas que também existem em nós!

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