
"Não vemos as coisas como elas são, mas como nós somos" (Anais Nin)
Num destes dias de Natal, um adulto questionava a criança!
Mas como é que o Pai Natal tão gordo e cheio de prendas cabe neste buraco tão pequeno da chaminé?
A criança indignada com tanta descrença responde!
Não vês que o Pai Natal consegue!
Pois é, afinal o Pai Natal existe, e não só na vida de uma criança!
Para a criança tudo é muito mais fácil pois não precisa de se reger pelos modelos matemáticos, pelas fórmulas físicas nem pela lógica dos anos, basta imaginar, basta querer para ser possível!
Para o adulto, descrente na sua imaginação, e no poder que ela lhe proporciona, agarrado a uma realidade desejosa de matar para sempre o poder da verdade, tudo isto é loucura de criança. Coitada quando descobrir…
Mas o Pai Natal todos os Natais, (sejam eles quando nós precisamos), desce pela chaminé dos nossos desejos e na sapatinho deposita aquele amor que julgamos acabado, aquele dinheiro que julgamos gasto, aquele emprego que julgamos perdido, aquela alegria que só vemos nos outros, aquele filho que nos aquece o colo com o seu corpo aninhado.
Sejam adultos! Acreditem no poder da vossa imaginação!
E todos os Natais, não esperem que o Pai Natal traga só as vossas prendas!
Deixem em pouco de vós voar pelo céu num lindo trenó puxado por renas e estrelinhas como rasto.
E aquele velhinho de barbas brancas, e sorriso maroto, não é mais nem menos que todo o poder de tanto querer!
Ho! ho! ho! ho!