Do ADN à vida

 

Epigenética

A humanidade ao seu ritmo está a aprender que conceitos envolvendo teorias que explicam a biologia da vida e o seu complexo envolvimento ecológico dependem também elas não só da capacidade técnica para as explicar e replicar mas também da consciência colectiva seja ela da comunidade cientifica ou da sociedade global.


É exemplo o conceito biológica da “epigenética”, embora este conceito já exista à mais de cem anos, tendo como um dos seus principais criadores e defensores Lamarck (capacidades físicas desenvolvidas pelos pais eram passadas às suas descendências), foi C. H. Waddington em 1942 que desenvolve uma explicação científica aceite.


As quase diárias descobertas sobre a biologia da vida, onde a ligação entre o genoma e o fenótipo, gene e cromossoma, a sequência das quatro bases e o ADN, nos deixam maravilhados e cheios de esperança na resolução de quase todos os problemas que nos apoquentam, levam-nos a esquecer como delicada é a natureza e complexo é o seu funcionamento.


Os resultados por vezes são o inverso do esperado, todas estas descobertas levam-nos a desejar que sejam aplicadas no egoísmo vampírico da humanidade, deixando para trás esta maravilhosa bola azul cheia de vida que se passeia pelo universo.
Esta vida depende de toda uma ecologia interligada, sejam ser vivos ou não, predadores ou presa, ou na mais delicada relação entre o agente patogénico e a doença.


A epigenética investiga a informação contida no ADN, transmitida na divisão celular, mas que não constitui parte da sequência do ADN.
Os mecanismos epigenéticos envolvem modificações químicas do próprio ADN, e modificações nas proteínas que estão associadas a ele. Cada uma destas modificações age como um sinal de regulação e modificação na expressão genética.


Sabe-se que enquanto o genoma é o mesmo nas nossas células, o epigenoma é diferente em cada uma dos 250 tipos de células diferentes que formam o ser humano.


Estudos em gémeos monozigóticos mostram resultados em que a quando da metilação do ADN e a modificação nas histonas se distribuem pelo genoma, estas são mais distintas quando os gémeos idênticos envelhecem e têm diferentes modos de vida.


O que leva os factores ambientais a serem responsáveis por mudanças em um mesmo genótipo para diferentes fenótipos.
Acabe-se de vez com a ideia de que o todo é simplesmente a soma das partes, é muito mais do que isso e também o resultado da colocação das partes.


Para aqueles que defendem que o futuro da humanidade vai ter de passar pelo homem voltar à sua pré-história, reflictam que talvez isso já não seja possível, pois uma vez aberta a caixa de pandora esta jamais poderá ser fechada.


Não será preciso serem os nossos descendentes a abri-la, os seus genes saberão que algures no passado ela já foi aberta, o como e o porquê.
Como tal é hoje que o futuro se cria, amanhã esse futuro já estará determinado!

 

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