O envelhecimento provoca alterações funcionais e estruturais, estas podem ser estudadas através de estudos anatómicos post mortem.
Tais estudos revelam que o envelhecimento provoca a diminuição do peso e volume cerebral, atrofia dos hemisférios e dilatação dos ventrículos.
A ideia de que o envelhecimento provoca a perda neuronal está a ser substituída, pois o que se verifica é a diminuição do tamanho dos neurónios.
Também a memória é afectada através da perca da multitude de sinapses das zonas terminais do córtex entorrinal provocando perca nas trocas neurofisiológicas e também na redução de receptores NMDA que desenvolvem um papel importante na aprendizagem.
O nível de degeneração cerebral é diferente segundo a sua causa seja pelo envelhecimento fisiológico ou patológico.
Também a neuroquimicamente vamos assistir a um declive das monoaminas e enzimas relacionadas com a síntese dos neurotransmissores, mas nem tudo é mau, o vocabulário melhora com a idade.
Ao falarmos de demências, por exemplo a “Pseudodemência depressiva” é aplicável a um paciente onde já se diagnosticou depressão mas que apresenta lentidão cognitiva, alterações da atenção e memória.
Patologias como Alzheimer e Pick são comuns com o avançar da idade, embora se tenha vindo a assistir a um aparecimento mais precoce de tais demências.
A exploração neuropsicológica de uma demência é da máxima importância, pois através dela podemos por exemplo determinar a presença dessa demência, seu perfil e características e diferenciação entre depressão e envelhecimento.
Também permite verificar as possibilidades de funcionalidade do paciente de acordo com a extensão dos deficits cognitivos e dá informação para o neuropsicólogo testar e avaliar