(Trípoli Gaudenzi)
 

"Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos"
(Eduardo Galeano)

 

Normalmente os condutores referem-se sempre ao mau desempenho cívico dos outros.

Ao falarem da sua própria condução elogiam esse aspecto na sua atitude perante a condução, realçando que se cometerem algum exagero (infracção ao código da estrada) é sempre com a máxima atenção e sem os seus filhos ou familiares dentro do veículo.

Neste discurso podemos logo encontrar maioritariamente uma posição egocêntrica perante o acto da condução, que tantos perigos e acidentes já provocou.

Mas também denota confusão não só com a postura perante uma correcta cidadania bem como do processo causa efeito.

Em sociedade lá por fazer-mos algo errado sem ninguém ver, ou protegermos os nossos mas colocando em risco outros não branqueia a nossa responsabilidade.

A estrada é de todos os seus potenciais utilizadores, as regras e comportamentos seguros devem ser cumpridos e fomentados, independentemente de ser ou não conveniente.

Também nesta área temos obrigações e a maior de todas é o cuidado prestado não só aos nossos acompanhantes mais directos, mas também com quem partilhamos o espaço via.

O meio rodoviário é um dos mais agressivos que podemos vivênciar, qualquer erro é sempre demasiado grave.

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