Normalmente os condutores referem-se sempre ao mau desempenho cívico dos outros.
Ao falarem da sua própria condução elogiam esse aspecto na sua atitude perante a condução, realçando que se cometerem algum exagero (infracção ao código da estrada) é sempre com a máxima atenção e sem os seus filhos ou familiares dentro do veículo.
Neste discurso podemos logo encontrar maioritariamente uma posição egocêntrica perante o acto da condução, que tantos perigos e acidentes já provocou.
Mas também denota confusão não só com a postura perante uma correcta cidadania bem como do processo causa efeito.
Em sociedade lá por fazer-mos algo errado sem ninguém ver, ou protegermos os nossos mas colocando em risco outros não branqueia a nossa responsabilidade.
A estrada é de todos os seus potenciais utilizadores, as regras e comportamentos seguros devem ser cumpridos e fomentados, independentemente de ser ou não conveniente.
Também nesta área temos obrigações e a maior de todas é o cuidado prestado não só aos nossos acompanhantes mais directos, mas também com quem partilhamos o espaço via.
O meio rodoviário é um dos mais agressivos que podemos vivênciar, qualquer erro é sempre demasiado grave.