
Caia a faca no melão ou o melão na faca, o melão sofre...
(Provérbio chinês)
A velocidade é a cenoura do condutor.
Não é possível falar de prevenção rodoviária, ou de condução defensiva sem falar nas questões do excesso de velocidade e suas transversais consequências.
Não é possível combater a sinistralidade rodoviária sem responsabilizar os infractores dos excessos de velocidade.
No entanto a verdade é que a velocidade está inerente ao acto da condução e a tudo o que o envolve.
Está presente na compra do carro, pois quem não gosta de um carro que responda bem e tenha um carácter vivo.
Desfrutar a paisagem, quem não gosta de fazer uma bela estrada de montanha a sentir o carro agarrado à estrada.
Quem não gosta de competir numa situação ou outra com outro condutor e claro não ficar a perder.
De que serve a sensação de liberdade que a condução nos proporciona se não for desfrutada com alguma garra no velocímetro
.
De que serve o nosso carro, se não nos proporcionar deslocações mais rápidas do que qualquer outro transporte público.
De que serve a cor, o luxo dos interiores, o sistema áudio perfeito, se a sua alma (motor) de pois não corresponder.
Para que serve uma boa estrada, se não podemos desfrutar dela.
Estes são alguns exemplos que não permitem ao condutor aceitar as constantes e necessárias limitações à velocidade.
Pois a cenoura muitas das vezes transforma-se num delírio demasiado real, criando situações de perigo iminente, que um condutor incauto está longe de as perceber.
Conduza bem! Limite a sua velocidade!
Imponha um outro ritmo à sua vida!