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Alterações preceptivas, agnosias e negligencia

É através do estudo destas alterações que poderemos entender as relações entre sistemas visuoespaciais e visuoperceptivos, também é elementar para a identificação de demências.

Os humanos, tendo mais de vinte áreas relacionadas com a visão, em 1982 L. G. Ungerleider e M. Mishkin propuseram um modelo que postula a existência de sistemas corticais complexos de análises visuais. Grande parte do processo é em paralelo, sequencial e hierárquico.

A partir das localizações das lesões sabemos que as do córtex inferior temporal causam dificuldades em múltiplas tarefas de discriminação de objectos, mas não alterações visuoespaciais. No entanto lesões parientais posteriores não afectam a discriminação visual, mas sim na posição do objecto, tarefas visuoespaciais, alterações do controlo oculomotor e a percepção do movimento.

As agnosias são resultantes de uma lesão cerebral adquirida, e afectam especialmente as capacidades de reconhecer estímulos previamente apreendidos. Estas ocorrem na ausência de transtornos da percepção, linguagem e intelecto.

Tipos de agnosias: visuais, auditivas tácteis e gustativas e olfactivas.

Como alterações visuoespaciais temos: Síndrome de Balint, Síndrome heminegligencia espacial.

Autores como Mesulam, E. Bisiach; M. Kinsbourne; K. M. Heilman, desenvolveram modelos interpretativos da negligência.

Nas alterações visuoconstrutivas, por ex. lesões no H. E. podem interromper a ligação entre aspectos perceptivos e motores, sem implicar alterações espaciais.

As lesões no H. D. podem produzir um transtorno construtivo secundário aos deficits de integração espaço-perceptivo.

Assim os pacientes com lesões no H. E. fazem construções simplificadas sem defeitos espaciais-perceptivos, mas pacientes com lesões no H. D. produzem reproduções desorganizadas e desintegradas.

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