"Don Quixote"  Honoré-Victorin Daumier 

 "E o momento presente é eternidade"

"Goethe"

O HIV ainda tem que ser visto como um caso especial e provavelmente teremos que o ter sempre nessa condição.

Tal devesse não só ao seu aparecimento brusco na espécie humana, como na devastação humana e social que tem provocado a partir dai. Depois de 20 anos a situação está longe de se encontrar controlada.

Em especial a primeira intervenção, em meio hospitalar, encontra-se muitas vezes dificultada pela história clínica grave e desconhecida do paciente, bem como a sua situação de desamparo familiar e social.

Mas também é nesta situação específica que a elaboração de um diagnóstico cuidado é da máxima importância no sentido de que se encontra quadros de stress, depressão e suicídio, e vão alterar a predisposição ao tratamento. Além de que também alguns fármacos (esteroides anabolizantes) pode trazer complicações como a mania.

O quadro psicótico descrito através de alucinações visuais/auditivas e ou conteúdos delirantes, podem ocorrer num contexto de deterioração cognitiva e assim serem uma manifestação psicopatológica da sintomatologia inicial da encefalopatite por HIV e posteriormente demência, esta última pode provocar um quadro de delírio, que também pode ser causa de infecções ou lesões cerebrais.

As manifestações cognitivas e motoras devem-se ao facto do vírus HIV ser altamente neuropatológico, afectando todas as células do sistema nervoso, desde o neurónio à célula muscular.

Sendo assim a avaliação neuropsicológica ganha uma dimensão muito importante:

bullet Melhor compreensão da evolução da doença
bullet Melhor compreensão dos estudos longitudinais
bullet Melhor compreensão da acção benéfica ou não do tratamento farmacológico

Os instrumentos devem ser adequados à prática clínica (serem de aplicação rápida e de resultados claros e concisos).

A prescrição de fármacos depara-se mais uma vez com o problema da heterogeneidade das doenças e doentes com SIDA, pois podemos encontrar os mais variados transtornos mentais como: Esquizofrenia, transtorno bipolar, transtorno esquizoafectivo, depressão, ansiedade e transtorno de personalidade.

A prescrição tem que levar em conta a coexistência de múltiplas doenças e também as interacções com outros fármacos.

Embora as respostas sejam iguais para os pacientes com SIDA a propensão aos efeitos negativos são maiores.

Ao se utilizar antipsicóticos convencionais temos que ter em atenção por parte do paciente a maior sensibilidade aos efeitos extrapiramidais.

A Síndrome Neuroléptico Maligno (SNM), que aparece entre as 36 horas e a 12 semana após o começo do tratamento, é uma complicação pelo uso de antipsicóticos de alta potência, bem como por baixa potência. Esta síndrome está ligada às drogas bloqueadoras da dopamina.

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